Ainda existem divulgadores da empresa em cidades do Cone Sul que persistem acreditando que o negócio da TelexFree é realmente sustentável. O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com antigos investidores que revelaram que o sonho de ganhar dinheiro com a empresa não está de todo acabado.

A TelexFree teve suas atividades suspensas pela Justiça do Acre, que bloqueou todos os depósitos dos divulgadores, independentemente do valor. O bloqueio, ocorrido no dia 18 de junho deste ano, fez com que os investidores que entraram por último não tivessem tempo de obter a lucratividade de volta.

O bloqueio dura até hoje e as razões apresentadas pela justiça para a decisão é que a empresa atua num modelo de “pirâmide financeira”, que é crime contra a economia popular. A TelexFree recorreu diversas vezes da sentença, mas só obteve sucessivas derrotas nos tribunais.

Apesar do fim das atividades da empresa, alguns divulgadores ouvidos pelo site acreditam que a culpa pelos prejuízos (para quem teve) não foi da companhia, mas da Justiça.

Por outro lado, segundo dados de especialistas, incluindo uma fonte deste site que trabalha num banco estatal, o prejuízo causado pelo bloqueio da TelexFree, somente no município de Cerejeiras, chega a R$ 9 milhões. Um contador cerejeirense, que diz que fez as contas, afirma que o rombo chega na casa dos R$ 7 milhões.

Agora, os investidores que ainda acreditam no empreendimento, e que afirmam que a empresa não deu prejuízo e sim a Justiça, querem voltar a investir no negócio. Para isso, eles estão tentando uma alternativa de um investimento internacional. “A gente vai arrumar um cartão, igual ao cartão de crédito, que dá para movimentar o dinheiro em outro país”, afirma um investidor, que também teve dinheiro bloqueado por determinação judicial.

Há alguns dias, o site da revista Exame noticiou que o dono da TelexFree convocava os clientes da empresa a investir no Paraguai, que o país era permissivo com este modelo de negócio e que o grupo de investidores estaria fora do alcance da Justiça brasileira.

Mesmo com o fim das atividades da empresa em Cerejeiras, é muito comum ver carros ainda adesivados com o logotipo da TelexFree. Alguns investidores ainda insistem em acreditar no negócio que a Justiça já considerou  como sendo um modelo de pirâmide financeira.

Outros já desistiram do empreendimento. Uma leitora deste site flagrou, no início do mês de julho, um escritório de divulgação fechado na capital, Porto Velho, conforme mostra a foto que ilustra esta reportagem.