A construção das 40 casas populares em Cerejeiras ainda está embargada pela Justiça. A edificação das residências do conjunto habitacional popular foi contestada em vias judiciais por uma indústria de laticínio, que fica próximo ao local da obra. A firma ganhou a causa e a construção das casas foi embargada em maio deste ano.

 

A obra é do governo federal, por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas é gerida no município pela prefeitura de Cerejeiras.

 

As residências, que estavam em fases iniciais de construção, foram embargadas por ordem judicial. Um laticínio, que fica próximo ao local onde as residências estavam sendo erguidas entrou com dois processos judiciais para interromper as edificações.

 

A razão apresentada pelo laticínio, cujo argumento foi acatado pela Justiça, é de que a falta de uma rede de esgoto adequada saindo das residências iria afetar a indústria. A companhia argumentou que as fossas cépticas, que seriam cavadas pelos novos moradores das residências, iriam prejudicar a qualidade do produto lácteo que a firma fabrica. A empresa existe no local há 18 anos e está num setor da área urbana cerejeirense originalmente destinada a indústrias.

 

Até o momento, segundo o FOLHA DO SUL ON LINE pôde apurar, a construção das residências continua paralisada. Além disso, não há previsões de que a benfeitoria, que contemplaria diretamente 40 famílias de baixa renda no município, será liberada pela Justiça de Rondônia, uma vez que a obra foi contestada em segunda instância.

 

Não há informação de que a prefeitura tenha recorrido da sentença, uma vez que a área urbana do município contará com quase 100 por cento de cobertura de saneamento básico, o que invalidaria, por ora, o argumento da indústria láctea para o embargo da construção das casas.