As manifestações marcadas para acontecer em Cerejeiras nesta segunda-feira, 24, ocorreram com sucesso. Um número expressivo de pessoas saiu às ruas com faixas e cartazes expondo suas reivindicações ou exteriorizando suas indignações.
Como já foi noticiado em primeira-mão pelo site FOLHA DO SUL ON LINE, o padre da cidade, Adão dos Reis, se reuniu com um pequeno número de fiéis na última sexta-feira, 22, para organizar a manifestação pelas ruas da cidade.
No dia da reunião, foi redigida uma carta para a população de Cerejeiras, convocando todo cidadão a participar do protesto público.
Na tarde desta segunda, os cidadãos cerejeirenses atenderam à chamada dos organizadores da manifestação. Por volta das 16:00h já havia um bom número de pessoas na Praça da Bíblia, com cartazes e faixas, aguardando para ir às ruas.
Os manifestantes saíram da praça por volta das 4h30 e foram em direção à avenida Integração Nacional. Coforme os manifestantes iam caminhando, algumas pessoas que andavam pela avenida acabaram aderindo ao grupo e participando do movimento também.
O comércio local apoiou quase em peso as manifestações. As empresas maiores e menores fecharam as portas e liberaram seus funcionários para aderirem à manifestação.
As organizações de representação classe, como os sindicatos ligados aos produtores rurais, os professores e os funcionários municipais também compareceram ao protesto.
A classe empresarial também esteve presentes através de seus funcionários.
Mas as grandes estrelas do protesto foram os cidadãos comuns, principalmente idosos e crianças. Uma variedade de gênero, idade e classe social marcaram a passeata que percorreu as principais ruas e avenidas de Cerejeiras.
Os cartazes tinham mensagens diversas. Algumas pautas são de reivindicações nacionais, já conhecidas em outros protestos país a fora. Por exemplo: assuntos públicos amplos, como saúde e educação, foram temas de alguns cartazes.
Uma menina segurava um cartaz que dizia: “Dilma, me chama de Copa e investe em mim. Ass: Educação”, dizia o letreiro, não obedecendo às normas mais cultas da gramática mas passando uma mensagem muito bem compreendida.
Havia também pautas genuinamente cerejeirenses. Os moradores do bairro Floresta, um local pobre e necessitado da área urbana do município, perguntavam num cartaz o motivo do esquecimento do poder público. Mas uma faixa também agradecia as vereadores pelo “apoio ao bairro Floresta”, sem mencionar que apoio é este e sem dizer qual (ou quais) parlamentar teriam favorecido o tal bairro.
A situação da água em Cerejeiras também ganhou um cartaz. O alvo, embora não mencionado, foi a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia, a Caerd.
O governador Confúcio Moura, do PMDB, também foi alvo dos manifestantes. Num cartaz ele chegou a ser chamado de “Confuso”.
A Polícia Militar e os Corpos de Bombeiros acompanharam os protestos, que terminou por volta das 7h00 da noite em frente à Câmara de Vereadores.
Os protestos não contaram com a participação de políticos locais. Nenhuma autoridade política, com ou sem mandato, foi vista e nem sequer convidada para o evento.
Pelo que a reportagem pôde apurar, não houve nenhum incidente nas manifestações.