Há exatamente um ano, uma reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE  mostrava que dois caminhões de madeira apodreciam em frente à Delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras. A matéria, que foi publicada em julho do ano passado, falava que a lentidão da Justiça em solucionar um caso aparentemente simples de apreensão de madeiramento irregular forçava que o produto, que poderia ser doada para órgãos públicos, apodrecessem debaixo de sol e chuva.


Agora, um ano depois, a reportagem encontrou os caminhões no mesmo lugar. Na época que o primeiro texto sobre o assunto foi veiculado, o site tentou saber sobre a lentidão do andamento do processo que solucionaria o caso. Na época da reportagem, nem os servidores do Fórum de Justiça e nem da Polícia Civil souberam ao menos o número dos processos referentes aos caminhões.


Sem acesso a estes dados, os próprios servidores, de ambos os órgãos judiciais, reconheceram, na época, que é impossível fazer uma estimativa de quando as cargas e os veículos terão um destino definido pela Justiça.


Quando um caminhão carregado de madeira, seja madeiramento bruto ou trabalhado, é apreendido sem licenciamento ambiental, pelo menos dois destinos são esperados.


O primeiro é a apreensão definitiva do produto e a doação da carga para órgãos de auxílio aos grupos em vulnerabilidade social. Este tipo de decisão tem ocorrido com frequência no município e muitos órgãos de ajuda social já foram beneficiados.


O outro destino pode ser, em caso de decisão judicial favorável ao proprietário, que o madeiramento seja liberado e o dono possa fazer o que bem entender com ele. Raramente isso ocorre, pois em sua vasta maioria, os carregamentos são ilegais mesmo.

 

Enquanto uma destas decisões não vem, os caminhões continuam na frente da delegacia, apodrecendo, com carga e tudo, sob sol e chuva, sendo que agora essa situação já está fazendo aniversário.