O governador Ivo Cassol (PP) deverá convocar o defensor público geral, Carlos Alberto Biasi, para explicar denúncias de que a Defensoria Pública não tem voltado seu foco de atendimento exclusivamente a pessoas carentes, conforme preceitua a Constituição Federal.
A denúncia foi feita por uma pessoa que identificou como Antônio Pontes à reportagem do site Rondonoticias, e disse ser viúvo, vigilante e precisa regularizar sua situação legal depois do falecimento de sua esposa.
Conforme o denunciante, é a quinta vez que procura a Defensoria, recebe uma ficha de atendimento é orientado a voltar somente no próximo mês. Quando chega, segundo ele, entra sempre em sua frente, pessoas aparentando, pelo seu traje, serem providas de recursos suficientes para pagar advogados e, portanto, não necessitam dos serviços da Defensoria.
Pontes disse que, se as autoridades desejarem, ele tem as provas que “gente grande” e com muito dinheiro, vem sendo atendida com rapidez pela Defensoria e citou o caso do ex-deputado Carlão de Oliveira, que se utiliza, pela sua força política, dos trabalhos dos defensores e que presenciou muitas vezes o atendimento prioritário a pessoas encaminhadas por deputados.
Ainda de acordo com Pontes, Carlão não pode ser classificado como alguém de baixa renda. Seu filho, o vereador Jean Oliveira (PSDB-Porto Velho), tem o maior e mais luxuoso gabinete da Câmara Municipal e é pré-candidato a deputado federal.
O assunto teria chegado aos ouvidos do governador Ivo Cassol pelo disk-denúncia e o chefe do executivo não teria ficado satisfeito. Segundo fontes do Rondonoticias, o chefe do executivo vai mandar apurar a denúncia e, preliminarmente, deve convocar o defensor público geral para explicar o porquê desse possível desvio de rota das ações da defensoria e quem manda de fato e de direito naquele organismo estadual.
Ainda conforme Pontes é mais fácil falar com o governador do que se avistar um defensor público conhecido como Doutor Oliveira, que segundo ele, detém uma significativa parcela de domínio das ações da Defensoria Pública e que nada é feito sem o consentimento dele.