Ontem à noite foi realizado na Câmara de Vilhena o Encontro Regional do PSDB que trouxe à cidade o pré-candidato a governador Expedito Junior. Vários prefeitos da região, a começar pelo de Vilhena, Zé Rover (PP), além de vereadores e o deputado Ezequiel Neiva (PPS) estiveram presentes.
O pré-candidato falou de sua trajetória desde quando era engraxate e entregador de jornais no interior de São Paulo, passando pela fase em que era estivador e professor de matemática em Rolim, chegando a vereador, deputado federal e senador da República.
O curioso foi a presença do ex-prefeito peemedebista Melki Donadon que, há quatro dias, esteve à frente do encontro do PMDB, que apoia Confúcio Moura para governador. Personalidades de outros partidos, porém da base do governador [ao contrário de Melki], estiveram na reunião. "Eu respeito o Melki. Podemos até cada um seguir um rumo e estar em palanques diferentes, mas tenho respeito por ele", discursou Expedito.
BRIGA COM CASSOL – Expedito garantiu que não brigou com o governador Ivo Cassol (PP), a quem chamou de “nosso mestre”. Ele se referiu ao fato de Cassol ter “predileção” ao nome de João Cahula (PPS) para sucedê-lo. “Mas além de mim e Cahula, há outros dois companheiros: o Tiziu [deputado do PP] e o Neodi dos Santos [deputado do PSDC]. Todos somos companheiros e aliados do Ivo Cassol. A escolha será lá na frente, não há e nem haverá briga”.
Expedito Junior disse que entre ele e Cassol há uma história política “sólida” com mais de 15 anos. “Fui eu quem lançou o Cassol na política. Ele não era nada. Apenas um empresário lá de Rolim de Moura. E olha que resistiu muito até se candidatar a prefeito e, depois, entrar na história como o primeiro prefeito reeleito em Rondônia”, discursou.
O PSDB está repleto de ex-adversários e críticos contumazes de Ivo Cassol e do próprio Expedito, a exemplo do ex-deputado federal Hamilton Casara e o ex-senador Chico Sartori. Até recentemente, Casara, que preside o Diretório Estadual do PSDB, dizia que \"Quando deixou a presidência do PSDB ele entregou o partido com dívidas e desmoralizado\". Sobre o assunto, Expedito contemporizou: \"Já superamos estas questões e partimos à fase seguinte que consiste na união de todos para não deixar Rondônia parar, ou seja, vencer as eleições e dar sequência ao trabalho de Cassol\".
COBRANÇA – Apesar de negar que existam brigas nos bastidores por conta de ter se lançado candidato a governador sem a benção de Cassol, Expedito Júnior lamentou a presença do secretário de estado para assuntos do Cone Sul, Ilário Bodanese (PP). “Ele é o representante do Cassol na região e gostaríamos que estivesse aqui com a gente”. Também citou o diretor do Procon, Anísio Ruas, que não foi à reunião e enviou uma carta renunciando à presidência do PR, o partido ao qual Expedito estava filiado até a semana passada e que em Vilhena passa ao controle da primeira-dama, Lizângela Rover. Ela é cotada como possível candidata a vice-governadora na chapa do PSDB.