O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP), terá direito à segurança oficial para si próprio assim que deixar o governo. Nesta quinta-feira (19), ele concedeu entrevista explicando o motivo. Garante que vem sendo ameaçado de morte desde que assumiu o poder. "Eu podia andar tranquilo pelas ruas, jã não posso. Isso é fruto de eu ter me tornado governador, então é o Estado que precisa me garantir a proteção".

O diretor de comunicação do governo, Marco Antônio Santi, defendeu a necessidade de segurança após Cassol deixar o cargo, alegando que o governador já sofreu ameaças de morte por ter denunciado políticos locais. "Depois que ele sair, com certeza a possibilidade de atentado é muito grande."

Segundo o decreto, publicado pelo "Diário Oficial" de Rondônia no último dia 11, todo ex-governador do Estado terá direito a dez policiais militares para sua segurança pessoal, sendo dois oficiais. Os membros serão livremente indicados pelo ex-governante e ficarão submetidos ao Gabinete Militar do Estado.

A norma especifica ainda que a equipe terá direito a duas camionetes cabine dupla "em bom estado de conservação". Os PMs terão armas, rádios, coletes à prova de balas e celulares para os oficiais.

Cassol é o principal beneficiado com a medida, já que o decreto só dá direito ao aparato de segurança por dois mandatos após a saída do governador.

Com isso, além de Cassol, apenas José Bianco (DEM), governador de Rondônia de 1999 a 2002, teria o benefício --mas só até 2010, quando termina o período de dois mandatos seguintes ao seu. O democrata hoje é prefeito de Ji-Paraná, no interior do Estado.