Detida numa cela da ala feminina que fica nos fundos da Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras, a jovem Gerliane Almeida Bezerra, de 20 anos, suspeita de assassinar por asfixia o filho recém-nascido, virou o assunto de todas as conversas na cidade vizinha. A acomodação em que a acusada está é preparada para presas em situações vulneráveis.
O corpo do bebê de Gerliane, um menino de apenas dois dias de vida, estava enterrado no quintal da casa onde morava com a mãe. Ela foi presa no sábado, quando participava do Festival de Praia da cidade de Pimenteiras, a 40 km do local do suposto crime.
Embora o laudo pericial aponte indícios de morte por asfixia, Gerliane disse à polícia que o óbito teria sido provocado por falta de leite. A polícia, no entanto, desconfia desse argumento, uma vez que a mãe exibe seios aparentemente fartos.
Entre a população cerejeirense, já que a polícia não divulga detalhes da investigação, crescem as especulações. Mãe solteira, Gerliane poderia, segundo a opinião de alguns, ter sofrido de “depressão pós-parto”, o que a teria levado ao gesto extremo para se livrar do bebê. Já outros acham que ele teria cometido o crime conscientemente.
O que a polícia investiga é se o recém-nascido estava vivo ao ser sepultado e se a mãe contou com a ajuda de alguém para esconder ou corpo ou mesmo para cometer a atrocidade.