O ministro Marco Aurélio de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou que “talvez seja o caso de fechar o Brasil para balanço” depois que a mesa diretora do Senado decidiu manter o senador Expedito Júnior (PSDB/RO) no cargo mesmo após ter tido sua cassação confirmada pela corte máxima de justiça.
O senador Cristóvão Buarque (PDT/DF) também se mostrou indignado com a resistência da mesa em dar posse ao segundo colocado na eleição de 2006, Acir Gurgacz (PDT/RO), conforme determinou o STF. Ele chegou a defender a prisão dos dirigentes do Senado por desobediência à Justiça. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB/AP) ironizou: “Não me levem cigarro na prisão, pois eu não fumo”.
Na terça-feira (3), Acir esteve em Brasília (DF) junto com familiares e amigos para tomar posse, às 17h, quando recebeu a notícia de que Expedito havia recorrido à mesa apelando para o direito à ampla defesa junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Decepcionado, Acir declarou à imprensa que já não tinha mais palavras para explicar o imbróglio.
Expedito Júnior retornou a Rondônia nesta quarta-feira (4) e ganhou alguns dias a mais de sobrevida no Senado. Na semana que vem a CCJ deverá apresentar um relatório favorável ao acatamento imediato do STF.
Em Vilhena, na semana passada, Expedito disse ao www.folhadosulonline.com.br que já havia dado o caso por encerrado e que passaria a trabalhar sua campanha para governador em 2010. Não cumpriu o que falou e ainda tentou uma última cartada para ficar no cargo.