Um morador do conjunto residencial popular Açaí, conhecido como “Cohabinha”, em Vilhena, disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que  residentes no local  estão alugando e até vendendo suas casas. A prática é proibida pela Caixa Econômica Federal, que financiou o empreendimento destinado a garantir moradia a famílias carentes.

De acordo com o denunciante, os imóveis são vendidos, em média por R$ 30 mil reais, com o comprador se comprometendo a quitar as parcelas mensais, fixadas em 10% do salário do beneficiário. No caso do aluguel, o preço varia de R$ 200 a R$ 250. No caso da venda, a transferência, no entanto, não é feita para o novo dono.

Ainda não há levantamento preciso sobre a quantidade de imóveis que estariam sendo repassados, por venda ou locação, mas o próprio autor da denúncia avalia que cerca de 20 unidades estão nesta situação.

Inaugurado há cerca de três anos, o conjunto com 200 “casinhas” atraiu pessoas de baixa renda, que puderam conquistar o sonho da moradia própria após se inscrever num programa social da prefeitura. A CEF é responsável por fiscalizar se as residências estão cumprindo a finalidade. Pelo jeito, não estão!