Cartório diz que nomes de noivas não foram apresentados

O que deveria ser uma bomba acabou virando um traque. E nem o barulho do estouro se escutou...
O badalado casamento gay, que seria realizado em Vilhena este mês, envolvendo duas mulheres, chegou a ser adiado transferido para Juína (MT), onde mora uma das noivas. A alegação para a mudança era de que o enfrentamento entre evangélicos e militantes GLBT, respectivamente contra e a favor da cerimônia, poderia comprometer a segurança do evento, que aconteceria num cartório civil.
Ontem, quando deveria ser realizada a união oficial entre a montadora de móveis vilhenense Alfa Dyheniffer Scheneider e a comerciária Vanusa de Lima, o FOLHA DO SUL ON LINE ligou para Juína, já que o telefone da primeira nubente não chamava mais.
De acordo com as protagonistas do acontecimento, o pai da matogrossense, que é líder evangélico pentecostal, não aceitava a decisão “anti-bíblica” da filha. O próprio religioso estaria liderando os protestos contra o casamento.
Ao site, o Cartório de Registro Civil de Juína garantiu: os nomes das noivas não foram apresentados no órgão e, portanto, se eventualmente viesse a acontecer o matrimônio, ele não seria oficial.
A reportagem também contatou veículos de imprensa e a Polícia Militar na cidade vizinha. Todos foram unânimes: não havia sequer notícias do casamento homoafetivo por lá.
O site ainda tentou, várias vezes, falar com Alfa, que havia prometido enviar fotos junto com a noiva. Mas o aparelho dava sempre “fora de área”.