Dois caminhões de madeira apreendida por órgãos ambientais ainda continuam em frente a Delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras. A madeira, com caminhão e tudo, está sob sol e chuva o tempo todo, esperando uma resolução da justiça para decidir a destinação final do madeiramento apreendido.
Este caso já foi noticiado por este site há dois meses. Mas quando da publicação, só havia um caminhão no local. O caminhão “toureiro”, o da frente mostrado nesta foto, está neste local desde a segunda metade do ano passado (por volta de setembro).
Já o outro veículo, um Mercedes trucado em bom estado de conservação e com pneus novos, também carregado de madeira, está ali há menos tempo. O caminhão Mercedes está carregado de madeira beneficiada e coberta por uma lona.
Mais uma vez a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE quis saber o como está o andamento do processo judicial das madeiras que são mantidas sobre estes caminhões.
Nem os servidores do Fórum de Justiça e nem da Polícia Civil souberam ao menos o número dos processos referentes aos caminhões. Sem acesso a estes dados, os próprios servidores, de ambos os órgãos judiciais, reconhecem que é impossível fazer uma estimativa de quando as cargas e os veículos terão um destino definido pela justiça.
Um policial civil disse ao site que é da vontade de todos os delegados da região que este tipo de situação seja resolvido logo. Mas, ainda segundo o policial, o andamento do processo depende de outros órgãos judiciais e está sujeito à demoras devido às peculiaridades de cada caso.
Quando um caminhão carregado de madeira, seja madeiramento bruto ou trabalhado, é apreendido sem licenciamento ambiental, pelo menos dois destinos são esperados.
O primeiro destino é a apreensão definitiva do produto e a doação da carga para órgãos de auxílio aos grupos de vulnerabilidade social. Este tipo de decisão tem ocorrido com frequência no município e muitos órgãos de ajuda social já foram beneficiados.
O outro destino pode ser, em caso de decisão judicial favorável ao proprietário, que o madeiramento seja liberado e o dono possa fazer o que bem entender com ele. Raramente isso ocorre, pois em sua vasta maioria, os carregamentos são ilegais.
Enquanto uma destas decisões não vem, os caminhões continuam na frente da delegacia, apodrecendo, com carga e tudo, sob sol e chuva.