Projeto Semear e Ressocializar já realizou diversos trabalhos de limpeza, reformas e consertos em escolas do município
Na última sessão do Legislativo Municipal que aconteceu na terça-feira, 14, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 6.381/2022 que autoriza o Poder Executivo de Vilhena a firmar convênio com o Governo do Estado, via Secretaria de Estado da Justiça, para a contratação de presos do regime fechado que fazem parte do Projeto Semear e Ressocializar desenvolvido no Centro de Ressocialização Cone Sul.
O convênio prever repasse pela prefeitura ao Governo do Estado, de um salário mínimo por preso contratado; e também o pagamento de diárias aos Policiais Penais que fizerem o acompanhamento dos detentos durante os trabalhos.
O Projeto Semear e Ressocializar já está em desenvolvimento há algum tempo realizando limpeza, reformas e consertos em escolas do município, ginásio de esportes e outros órgãos públicos; e tem sido alvo de elogios, tanto dos diretores de escolas como da sociedade em geral.
O policial Penal Silvano Pessoa, um dos idealizadores e entusiastas do Projeto Semear e Ressocializar, disse em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, que a aprovação do convênio é um passo importante para o fortalecimento das ações desenvolvidas pelo grupo. Ele argumentou ainda que o projeto traz vantagens para os presos que buscam a sua ressocialização pelo trabalho; para a sociedade que espera que o cidadão consiga voltar ao seio da sociedade recuperado; e para a prefeitura, que pode usufruir de mão de obra especializada por um valor reduzido.
Conforme Silvano, para participar do projeto o apenado passa pela avaliação de uma comissão e precisa preencher uma série de quesitos, como comportamento, disciplina e o afastamento de integrantes de facções. “Os presos participantes do projeto passam a perceber que existe uma saída, um caminho diferente do crime”, disse.
Silvano destacou a importância do Diretor Geral do Presídio Cone Sul, Dirceu Moacir Martini, na implantação e manutenção do Projeto. “Ele abriu as portas para essa batalha. Destacar também a parceria do juiz Adriano Toldo, da 2ª Vara Criminal, que é corregedor do presídio; é ele quem autoriza a saída do preso do fechado para poder trabalhar na rua; e também o Ministério Público, que vendo os benefícios que o projeto tem alcançado, é também parceiro”, ponderou.
O Projeto Semear e Ressocializar já realizou diversas ações. Abaixo, o leitor pode ver uma série de reportagens produzidas pela FOLHA sobre a iniciativa: .
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Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 17 de Junho de 2022, às 10:26