Na madrugada de ontem e por pressão de centenas de suplentes de vereadores, os deputados federais aprovaram em uma comissão especial a PEC (proposta de emenda constitucional) que aumenta em mais de 7.000 as vagas nas Câmaras Municipais de todo o país.

Para entrar em vigor, o texto precisa passar por votação em dois turnos no plenário na Câmara. Ainda há dúvida se ele precisa de outra votação no Senado.

A expectativa dos deputados é levar o assunto à pauta nas próximas semanas. O entendimento é que, após a promulgação, os suplentes tomariam posse nesta legislatura.

Caso entre mesmo em vigor, a nova regra eleva dos atuais dez para quinze o número de cadeiras na Câmara de Vilhena. Com a eventual elevação das vagas, quatro nomes teriam assentos garantidos e uma última cadeira seria disputada na Justiça, já que há interpretações diferentes sobre quem teria direito de assumir o mandato.

Pelas regras da Justiça Eleitoral, são suplentes habilitados a conquistar mandato, se o parlamento for mesmo ampliado os seguintes nomes: Cabo João (PMDB), Célio Batista (PRP), Joadelson Montenegro (PSB) e Sérgio Massaroni (PPS). Já a última cadeira seria disputada entre Arlindo Nenzão (PDT) e José Cechinel (PSC), que dependem dos critérios aceitos pela Justiça para conquistar o mandato. Se não houver redistribuição dos votos, em virtude da nova regra, assume Cechinel. Em caso de alteração da soma alcançada pelas coligações, Nenzão volta ao Legislativo, onde ficou entre 2.005 e 2.008.