O calor escaldante, que já chegou a 40 graus na semana passada, agravado pela poeira excessiva provocada pelas obras públicas nas vias urbanas do município, tem levado o consumo de água em Cerejeiras ao mais elevado patamar do ano. A razão do uso do líquido além da conta é que muitos moradores cerejeirenses lavam as calçadas, lavam carro, molham a rua e, em alguns casos, chegam a tomar vários banhos ao dia.
Em uma conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, um servidor da Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia (Caerd), autarquia que opera em Cerejeiras, diz que o consumo de água tratada no município praticamente dobrou nos meses de estiagem, principalmente de agosto até o início de setembro.
“O sistema de tratamento de água trabalhava 15 ou 16 horas por dia. Agora, estamos trabalhando cerca de 20 horas diárias para dar conta”, diz o servidor da companhia.
Ainda de acordo com a fonte do site, ao contrário do que o cidadão cerejeirense costuma pensar, a tarifa de água não aumentou. “Tem gente que reclama que a conta veio mais alta em agosto. Veio mesmo, mas não por aumento de tarifa, que não houve, mas por causa do aumento do consumo”, explica o funcionário da Caerd.
Apesar do aumento do consumo, não há risco de faltar água no município, segundo a mesma fonte na companhia. A empresa capta água num rio em Cerejeiras que tem ainda bastante volume. “Não existe risco iminente de faltar água”.
O morador Maurício Tavares, do centro da cidade, que possui cinco quitinetes para aluguel,  afirmou à reportagem que pagava cerca de R$ 200 de água por mês. Agora, em agosto, a conta veio no valor de R$ 330. Segundo o proprietário dos apartamentos, os moradores estão consumindo mais água, incluindo para lavar as pequenas varandas que ficam inundadas de poeira.