Disposto a combater os calotes e os furtos de água na cidade, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) intensificou os cortes de fornecimento dos consumidores inadimplentes. De acordo com o diretor da autarquia, o advogado Josafá Lopes Bezerra, a medida drástica se justifica em virtude do alto índice de inadimplência, que chega a 60%. Ou seja, de cada dez usuários do serviço público, seis acabam dando calotes.
A falta de pagamento das tarifas afeta diretamente as finanças do Saae, que consome cerca de R$ 150 mil mensais somente com energia. Os gastos com os funcionários ficam em R$ 65 mil. A isso deve ser somada a aquisição de equipamentos e a expansão da rede de distribuição, bem como a perfuração de novos poços artesianos.
Os cortes promovidos pelo Saae, no entanto, só acontece após alertas e notificações aos consumidores. Na própria conta, o órgão avisa quanto ao número de talões atrasados e pede o comparecimento do devedor à sede da empresa. Segundo Josafá, o Saae facilita a negociação a fim de que o consumidor continue usufruindo do serviços.
Embora a autarquia não tenha tomado conhecimento de nenhum incidente provocado pelos cortes, o www.folhadosulonline.com.br foi informado de que um sitiante teria ameaçado um servidor da entidade que tentava suspender seu fornecimento. O fato aconteceu há uma semana, mas, apesar da promessa do agricultor de atirar contra o agente do Saae, o caso foi resolvido pacificamente.