“Isso pode ser observado na reincidência quase zero entre os presos que fizeram parte do projeto e conseguiram a liberdade”
 
Um projeto idealizado pelos policiais penais do Centro de Ressocialização Cone Sul, em Vilhena, vem gerando bons frutos e ganhando reconhecimento. Com a possibilidade de atuar com até 60 apenados, hoje o projeto está integrado com 36 detentos divididos em duas frentes de trabalho.
 
O grupo de trabalho idealizado pelos policiais penais, já vem sendo desenvolvido há mais de um ano e, neste período, prestou serviços ao Posto Fiscal, DER, Semagri, Secretaria de Esportes e agora na Secretaria de Educação, realizando serviços em diversas escolas do município.
 
E esta força de trabalho pode ser ampliada. A ideia, conforme detalhou o policial penal Silvano Alves Pessoa, é formar seis grupos de trabalho com dez apenados cada. “Estamos esperando a conclusão de um projeto da prefeitura, e aí vamos atender todos os órgãos públicos municipais, em todas as áreas, desde construção, jardinagem, elétrica, mecânica”, disse Silvano destacando a qualidade e a rapidez na realização dos serviços.
 
Para integrar o grupo de trabalho, os apenados passam pela avaliação de uma comissão e devem preencher alguns requisitos. Entre os aspectos avaliados, o tempo de pena cumprido, comportamento, disciplina, e não ter ligação com nenhuma facção.
 
Silvano destaca que o projeto proporciona benefícios tanto para o apenado quanto para a sociedade. “Uma das coisas que a gente observa com esse projeto é que ele tem provocado uma mudança de postura nos apenados. E isso pode ser observado na reincidência quase zero entre os presos que fizeram parte do projeto e conseguiram a liberdade”, afirmou.
 
Silvano também disse que a sociedade também ganha com a economia gerada pela qualidade e rapidez do serviço prestado e, claro, com a recuperação dessas pessoas.
 
Além dos serviços prestados fora do presídio, o projeto também inclui o cultivo de uma horta nos arredores do complexo prisional, com mais de 30 mil pés de alface, cheiro-verde e outras hortaliças, 86 mil pés de abacaxis e 40 mil pés de mandioca, além de árvores frutíferas.
 
Para a efetividade do projeto, Silvano destaca a parceria do Poder Judiciário e do Ministério Público, do SEBRAE, IFRO de Colorado, e de algumas empresas de Vilhena.