No ano passado a Prefeitura de Vilhena resolveu instalar em vários pontos da cidade lixeiras padronizadas, utilizando método de coleta seletiva de lixo. O problema é que colocaram o carro na frente do burro, e esqueceram que para um sistema deste tipo funcionar é preciso a adesão da comunidade, além de um mínimo de estrutura. O resultado é o que se vê na imagem: lixeiras depredadas e utilizadas de forma errada (o recipiente que deveria receber vidros estava cheio de palitos de espetinhos, e o que serviria para coletar papel ficou repleto de plástico).
Isto aconteceu porque não foi realizado nenhum tipo de campanha educativa para orientar a população. Além disso, a Prefeitura não se preparou para coletar o lixo reciclável separado dos detritos orgânicos, e pouca gente viu sentido em separar os dejetos para depois ver os garis lançarem tudo junto no caminhão de coleta.
Por enquanto não há nenhuma perspectiva de se reformular o sistema, e a tendência é que as lixeiras coloridas continuem sendo apenas um enfeite mal-aproveitado espalhado pela cidade.