“Pedra da morte” faz aumentar atendimentos no Hospital Regional
Um flagelo silencioso está devastando famílias inteiras em Vilhena, mas poucos prestam atenção no problema, senão os próprios atingidos pela tragédia. O consumo de crack vem provocando desgraças cotidianas, como a completa desagregação familiar, e fazendo vítimas até mesmo entre crianças de 12 a 14 anos.
Por maior que seja o esforço da polícia para combater a chamada “pedra da morte”, ela tem feito vítimas até mesmo na classe média. Há relatos pavorosos de pessoas bem-sucedidas na cidade que foram à ruína física, financeira e psicológica por causa do uso da substância.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um profissional de saúde que atua no Hospital Regional e que revelou: são freqüentes as internações de dependentes químicos na unidade. Em alguns casos, os usuários do crack chegam ao HR em completo surto e às vezes precisam ser controlados à base de remédios potentes.
Na semana passada, por exemplo, dois dependentes químicos (um por internação compulsória, determinada pela justiça) foram encaminhados para a ala psiquiátrica do Hospital de Base, em Porto Velho. A família já não suportava mais conviver com eles por causa de suas crises, provocadas pela droga.
Barato e de alto pode viciante, o crack mobiliza o comércio ilegal em várias regiões da cidade. Há relatos policiais de meninas que se prostituem e de garotos que cometem pequenos furtos para sustentar o vício.
O drama das famílias se agrava diante da falta de entidades especializadas em recuperar estas pessoas em Vilhena. As poucas vagas disponíveis na única instituição que recebe os dependentes, são acirradamente disputadas. As famílias que podem, encaminham os pacientes para clínicas de recuperação em outras cidades.