Querosene que custa R$ 7 no Estado vizinho, aqui é vendido por R$ 17
Embora a empresa não tenha se manifestado oficialmente sobre o assunto, o FOLHA DO SUL ON LINE descobriu, através de agentes de viagens em Vilhena, que a empresa área Azul vai reduzir significativamente seus voos em Rondônia.
Segundo apurou o site, enquanto paga R$ 7,00 pelo litro do querosene de aviação em Mato Grosso, em Rondônia a companhia abastece suas aeronaves comprando o combustível por R$ 17,00, o que inviabiliza suas operações no Estado.
Por causa do preço do querosene, a Azul, que previa ampliar seus voos regionais e já havia anunciado decolagens de Pimenta Bueno e Ariquemes com destino a Porto Velho a partir de agosto, cancelou a venda de passagens e não irá mais inaugurar estas rotas. Ji-Paraná, que já estava operando neste trecho, também não terá mais decolagens.
Em Vilhena, os voos aos sábados para Aipuanã (MT) e os diários para Porto Velho, não irão mais acontecer a partir de agosto. Nestes trechos, ainda é usado o avião turbo-hélice Caravan, com capacidade para 11 pessoas. O jato Embraer 95, que transporta 118 passageiros, continuará pousando e decolando diariamente, tendo Cuiabá como destino. Os voos para Aripuanã (MT) serão mantidos por enquanto.
Segundo fontes ouvidas pelo site, a Azul já tentou contato com o Governo de Rondônia, pedindo incentivos para que o preço do combustível fique igual ao de Mato Grosso, já que a paralisação das atividades em cidades representará retrocesso e desemprego.
Na tentativa de reduzir os custos das operações, a companhia raramente abastece em Vilhena, cuja base é referência no Estado. No caso dos grandes aviões, eles vêm com tanque cheio de Cuiabá, o que lhes permite o retorno sem precisar de combustíveis ao descer na cidade.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 26 de Junho de 2022, às 08:13