O preço do aluguel de pastagens atingiu um pico considerado altíssimo em municípios do Cone Sul. Para produtores que não têm terra, ou quando a área é insuficiente para o gado que possuem, pagar pelo aluguel é a única opção.
Há cerca de dez anos, o preço do aluguel de pasto estava em cerca de R$ 10 por cabeça de gado adulto. Hoje o preço está a quase 300% mais alto.
O pequeno pecuarista Sinvaldo Valadares pretende alugar uma área de pasto para por 20 novilhas. Ele mora em Alto Guarajus, um pequeno distrito de Corumbiara, mas diz que encontrou pasto desocupado somente em Vitória da União, também distrito corumbiarense, mais ao norte do município.
Além de longe, o pasto que o produtor Sinvaldo conseguiu em Vitória da União é caro. “Eles me cobraram R$ 30 por cabeça”, diz. “É caro demais. Ainda bem que conseguiu uma temporada na terra do meu sogro a um preço mais em conta, mas vou ter de vender uma parte do rebanho no tempo da seca”, reclama.
Ainda segundo Sinvaldo, o avanço da soja no interior do Cone Sul encarece o pasto para o produtor que prefere ficar na pecuária. E esclarece: “Se um pecuarista pagar R$ 30 por cabeça, o lucro do gado não dá para cobrir o custo com o pasto”, diz.
Vale lembrar que o preço do aluguel de pastagem bovina subiu devido à valorização da propriedade rural no Cone Sul. A terra em Corumbiara, para deixar um exemplo, valia cerca de R$ 8 mil o alqueire. Hoje vale cerca de R$ 25 mil.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 01 de Março de 2013, às 11:18