Fluxo de venezuelanos, colombianos e argentinos disparou nos últimos meses
Com a participação de vereadores, representantes do MP, da PM, da PF e da PRF, entre outras entidades, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) de Vilhena, realizou ontem (terça-feira, 06) uma reunião para discutir um assunto preocupante na cidade: o crescimento espantoso do número de pessoas em situação de rua.
De acordo com o adjunto da Semas, o assistente social Rafael Reis, a maior parte dos moradores de rua tem famílias em Vilhena, mas por opção, ou motivados pela dependência química, eles perambulam e dormem em espaços públicos. Recentemente, o site mostrou alguns dos “andarilhos” locais dormindo em bancos do Hospital Regional (confira aqui).
Além dos sem-teto nativos, a cidade atrai também um grande número de pessoas que vêm de outras cidades, Estados e países. Recentemente, a secretaria acolheu uma mulher que havia saído de Roraima junto com quatro crianças, para tentar encontrar o marido no Rio Grande do Sul.
Rafael contou ao FOLHA DO SUL ON LINE que, nos últimos meses, foi notado um aumento muito grande do número de venezuelanos, colombianos e argentinos de passagem pela cidade. “Esse fluxo migratório é decorrente dos problemas econômicos e sociais enfrentados por esses países. Ficamos na entrada e na saída da Amazônia, numa faixa de fronteira”.
Enquanto os vilhenenses muitas vezes até recusam ajuda do poder público para sair das ruas, os estrangeiros que chegam até exigem algum tipo de auxílio. Ao desembarcarem na cidade, eles procuram a Semas, tentando obter passagens, alimentação e roupas. Os dois últimos itens são fornecidos, mas as passagens vêm sendo liberadas somente para quem preenche determinados requisitos. “É dinheiro público dos vilhenenses, não podemos usar de qualquer jeito”, argumenta Rafael Reis.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 07 de Agosto de 2019, às 09:44