Plantadores de soja do Cone Sul estão apreensivos com a expectativa da alta do preço do frete para transportar o grão. Embora ainda não tenha sido anunciado, é certo que o reajuste vai ser feito devido à alta dos combustíveis.
No Brasil, é costume de que quem deve pagar pelo frete é o produtor. O preço do transporte é descontado no pagamento do produto, seja leite, soja ou milho. É por isso que a alta do frete preocupa o sojicultor.
Uma reportagem do último programa Globo Rural demonstrava as consequências do aumento do preço do frete para produtores do Estado vizinho, Mato Grosso. Além dos custos com transporte, a supersafra e as condições das estradas também preocupam produtores.
A lei nº 12.612, que exige uma jornada de apenas oito horas por dia para os caminhoneiros também contribuem para o aumento do preço do frete. Os caminhões, nesta época do ano, podem não atender à demanda e as transportadores aumentarem o preço por tonelada transportada.
O plantador Edson Borges, de Cerejeiras, diz ter certeza de que o preço do transporte da soja vai aumentar. E faz um desabafo: “Nós, plantadores, somos reféns de caminhoneiros. Não temos linha de trem, não temos local de armazenamento. Dá para imaginar um país refém de caminhoneiros? Então, nós somos”.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 14 de Fevereiro de 2013, às 10:33