Episódio registrado esta semana revelou outro problema envolvendo o equipamento
Implantado como uma das alternativas para esvaziar estabelecimentos prisionais, o sistema que permite o monitoramento eletrônico de detentos do sistema semiaberto e aberto começa a ser questionado em Vilhena, onde estão se tornando comuns os episódios envolvendo tornozeleiras desligadas.
Notícias frequentes de monitorados cometendo crimes na cidade revelam que os próprios portadores do equipamento não costumam levá-lo a sério. Mas, burlar o sistema custa caro a quem se arrisca: em muitos casos, quem já havia progredido para o regime semiaberto recua para o fechado.
Além de não prevenirem evasões, as tornozeleiras também não estão cumprindo a missão de revelar o trajeto por onde estão autorizados a circular os usuários, já que eles usam diferentes métodos para impedir a emissão do sinal localizador.
O problema maior, no entanto, é notado por policiais militares, que frequentemente capturam “tornozelados” com o equipamento inativo, ou mesmo em pleno funcionamento, mas se vêem obrigados a liberá-los por causa de uma situação curiosa em alguns casos.
Quando as prisões acontecem tarde da noite, a Polícia Civil não os recebe, pois não são feitos os exames de corpo de delito; e a Colônia Penal também não aceita os acusados, já que não existe registro de ocorrência. E, enfrentando este dilema, os PMs sabem que o trabalho deles acaba se tornando inútil.
Nesta semana, uma ocorrência policial envolvendo o material eletrônico revelou outro incômodo: após prender um suspeito, a guarnição envolvida na captura manteve contato com a Colônia Penal para saber a rota autorizada a ele. A resposta da pessoa que estava de plantão é que ela “não possuía acesso ao sistema de controle de monitoramento dos apenados, sendo que apenas um funcionário teria a senha, porém, este não foi localizado no seu local de trabalho” (LEMBRE AQUI).
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Junho de 2025, às 17:40