Árbitra apela para atividades físicas; dona-de-casa recorre a filmes e jogos
 
Com as aulas suspensas nas redes pública e privada por causa da pandemia de Coronavírus, centenas de milhares de crianças e adolescentes estão em casa, em Vilhena. O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com duas mães de crianças em idade escolar para saber como está sendo a rotina nestes tempos de quarentena.
 
A suspensão das aulas, de acordo com o Decreto Municipal, se estenderia até o dia 15 de abril, mas foi prorrogado, e agora o ensino está sendo ministrado através de plataformas digitais. As medidas de proteção as crianças e adolescentes previstas no Decreto também proíbem a permanência delas em praças, ruas e outros locais públicos, como os canteiros centrais de avenidas.
 
Árbitra e professora de uma Escolinha de Futebol em Vilhena, Andressa da Silva Pereira é mãe de dois filhos: Cauê Lucas, de 12 anos, aluno do 7º ano da Escola Paulo Freire; e Aisha, que tem 08 anos e cursa o 4º ano na Escola Dalila Donadon.
 
Andressa foi direta ao afirmar que “os dias não estão sendo fáceis”. A professora revelou que,  para canalizar a energia da garotada, ela programou algumas atividades físicas. “Como professora de iniciação ao esporte, eu programei algumas exercícios para eles e compartilho com as mães dos meus alunos na escolinha, para que também o façam”, disse, antes de concluir: “No tempo extra assistimos alguma coisa, conversamos, jogamos, e assim vai”.
 
Quanto a pequena Aisha, de acordo com a mãe, a professora dela fez um grupo onde posta atividades diárias. “E toda a sexta-feira as atividades feitas ao longo da semana precisam ser enviadas para a professora para ela corrigir”, explicou.
 
Também mãe de um casal, Pedro Lucas de 16 anos, que cura o 2°ano de Eletromecânica no IFRO, e Mariana de 10 anos, estudante do 6° ano na Escola Cecília Meireles, a dona-de-casa Maria Gezirene Batista conversou com a reportagem e, assim como Andressa, contou como tem sido o dia-a-dia da família na quarentena.
 
De acordo com Maria Gezirene, o mais difícil é convencer as crianças da necessidade de ficar em casa. “Para passar o tempo, a gente tem disputado alguns jogos, conversado, assistido alguns filmes, mas está cada vez mais complicado segurar eles em casa” afirmou a mãe,  revelando: “Porque eles tinham os horários de brincar com os amigos, principalmente  a Mariane, que gosta de ficar na rua em frente de casa com as amigas”, disse.