O denunciante também relata que existem casos de cobranças de preços abusivos, assédios de todos os tipos, principalmente contra mulheres
 
Em denúncia protocolada no Ministério Público no início deste mês, o presidente da Associação dos Taxistas de Vilhena (Astavir), Maurício Olindino Santana, cobra providências quanto à atuação dos motoristas de aplicativo em atividade na cidade.
 
Segundo o documento assinado pelo denunciante, existem atualmente cerca de 300 profissionais que se apresentam como “Uber” em Vilhena, sendo que alguns travam uma concorrência desleal com os taxistas. Isso porque trabalham desrespeitando a lei, conforme a denúncia.
 
Olindino aponta que, embora se apresentem como motoristas de aplicativo, muitos deles combinam corridas através de ligações telefônicas e de mensagens no WhatsApp, o que seria, segundo o líder dos taxistas, “uma prática ilegal e criminosa”.
 
O autor das acusações também alega que são vários os motoristas clandestinos em atuação na cidade. “Eles se fazem passar por motoristas de aplicativo, trabalham principalmente à noite, em frente às casas noturnas e comércios, identificados pela placa luminosa (Uber) em seus carros, dando a falsa impressão de serem legítimos”, dispara Maurício.
 
O denunciante também relata que existem casos de cobranças de preços abusivos, assédios de todos os tipos, principalmente contra mulheres e vendas de drogas pelos “Ubers” locais.
 
A Astavir cobra mais ação da Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), a quem compete fiscalizar o transporte de passageiros na cidade, mas que, mesmo diante de reiteradas denúncias, permite motoristas e veículos irregulares nas ruas.
 
“As corridas efetuadas pelo telefone (WhatsApp) tornaram-se tão corriqueiras que grupos de motoristas se juntam, formando verdadeiras organizações para o atendimento dessas demandas, cobrando o que querem do passageiro, bem como não se importando com o ano nem as condições do carro, higiene e comportamento dos condutores”.
 
Ao pedir a interferência do MP para apurar as denúncias, o taxista volta a citar a Semtran, cobrando da Pasta que impeça as corridas contratadas por outros meios que não os aplicativos de mobilidade urbana.
 
Maurício também reclama que a Semtran alega ter convênio com a Polícia Militar, que seria encarregada de fiscalizar ilegalidades no transporte de passageiros, mas toda vez que a corporação é acionada, nega que exista o convênio.