As casas construídas recentemente nos dos bairros mais antigos e mais pobres de Cerejeiras está valorizando os imóveis no entorno do Setor BNH. O bairro, que já foi conhecido como pobre, violento e abandonado pelo setor público, está passando por uma revitalização promovida não pelas gestões públicas municipais, mas por proprietários de imóveis que constroem boas residências na localidade.
O bairro BNH, apesar de antigo, ainda não tem um único centímetro de asfalto. Os serviços públicos na região ainda são ineficientes. O posto de saúde do bairro, já noticiado aqui neste site, é o mesmo que obriga cidadãos a dormir na fila para serem atendidos por um médico especialista.
Entretanto, apesar destes entraves, o bairro passa por uma revitalização. As verdadeiras “mansões” que estão sendo construídas na localidade, algumas ao lado de “barracos”, ou seja, de casas simples, estão ajudando a dar um novo visual à localidade, conhecida como Setor BNH.
O nome do bairro, BNH, veio de Banco Nacional de Habitação, mas a sigla ficou conhecida como sinônimo de Cohab, ou seja, conjuntos que são formados por residências populares dos programas hanitacionais do governo federal, ainda na década de 1990. Por causa disso, os setores BNHs no país sofreram de preconceito de classe até recentemente.
Agora, com as novas residências, morar no Setor BNH em Cerejeiras já é motivo de certo orgulho e não é sinônimo de pobreza. O bairro, que já foi considerado como “periferia”, agora ostenta um local onde se pode morar bem.
Além do investimento privado, via construção de casas, o governo estadual, em parceria com a gestão municipal, está pavimentando 10 quilômetros de asfalto no bairro (embora, por enquanto, somente a terraplanagem tem sido feita e o asfalto ainda não saiu do mapa). Além da pavimentação, a localidade também está sendo beneficiada com a implantação da rede de saneamento básico, uma benfeitoria do governo federal.