Com as mudanças de produção rural que ocorrem no interior do Cone Sul nestes últimos anos, a necessidade de possuir um trator ficou cada vez mais evidente. A máquina era quase desnecessária no tempo em que só havia pecuária, mas é indispensável no cultivo de lavoura atualmente.
No mês de setembro/outubro, o período de preparo da terra para o plantio da soja, falta trator na região. Quem possui a máquina agrícola está ocupando e não pode emprestar. Quem tem trator somente para aluguel não consegue atender a todos os pedidos que chegam por parte dos produtores.
A direção da concessionária da Massey Fergusson em Cerejeiras, a Guaporé Máquinas, afirma que não tem um dado concreto sobre quantos tratores existem no município. Mas funcionários da concessionária afirmam que cresceram muito os pedidos de compras, encomendas e financiamentos de tratores por plantadores da região. Os plantadores também procuram implementos que acompanham o trator, como arado, grade e peças de reposição.
Em conversas com alguns produtores, o FOLHA DO SUL ON LINE escutou que há uma escassez de maquinários agrícolas nesta época do ano. “Quem tem um trator para alugar chega a cobrar R$ 120 a hora. Mesmo assim não acha nenhum desocupado”, afirma Edson Cruz, um produtor que pilota trator desde a adolescência.
O trator foi o principal produto exposto na última Exposição Agropecuária em Cerejeiras, a VI Expocer. Como mostra a foto desta matéria, um trator Niport, que serve para borrifar veneno nas lavouras, custa cerca de meio milhão de reais (R$ 500 mil). Para o produtor, porém, um equipamento deste porte e deste preço não é um produto de luxo, mas de extrema necessidade.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 01 de Novembro de 2012, às 18:11