A perspectiva de extinção da Fundação Cultural de Vilhena através da reforma administrativa recém-promovida pelo prefeito Zé Rover (PP) no organograma do município é assunto que mobiliza artistas da cidade. De acordo com Jovino Lobaz, vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e representante vilhenense no organismo, o tema requer atenção e atitude, uma vez que a instalação da autarquia foi fruto de muito esforço da classe artística local para acontecer. “Já procurei o prefeito para tomar pé da situação, mas como ele está fora da cidade esta semana, não obtive sucesso. Mas solicitei audiência para a próxima semana. Depois da conversar, vamos reunir o setor cultural para avaliação”, declarou.
Jovino considera ser necessária muita cautela antes de se formar opinião sobre o ato do prefeito, que anunciou através da assessoria a incorporação da Fundação à Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, coisa que o próprio procurador-geral do município, Carlos Eduardo Machado garante ser impossível de realizar. “Por se tratar de organismo regido por normas diferenciadas daquelas cabíveis ao setor público, tendo inclusive CNPJ próprio, a entidade não pode ser agregada à SEMEC, então precisamos saber do prefeito Rover qual será a saída para que as ações e projetos em andamento não sejam prejudicados”, disse Lobaz.
Após a audiência com o Chefe do Executivo e deliberação entre os componentes da FCV, Jovino vai convocar a imprensa a fim de tornar pública a avaliação e o caminho a ser trilhado a partir de agora diante da nova realidade. “Neste momento nossa preocupação é que não haja retrocesso que afete a continuidade do trabalho desempenhado pela Fundação Cultural de Vilhena, mas tenho certeza que o prefeito tomará decisão que não traga prejuízos ao setor, posto que ele compreendeu a importância que o segmento tem no contexto social”, finalizou.