Projetos buscam resolver problemas críticos de Vilhena e região, abordando temas como saúde pública, inclusão social, mobilidade urbana e preservação cultural
 
Nesta segunda-feira, 15, o Instituto Federal de Rondônia (IFRO) - Campus Vilhena abrirá suas portas para um evento que promete estreitar os laços entre a academia e a realidade vivida pela população. O V Seminário de TCC I do Curso de Arquitetura e Urbanismo – 2025/2, que acontece às 17h, não é apenas uma etapa avaliativa acadêmica; é uma vitrine de diagnósticos e soluções projetuais para dores reais da comunidade local e regional.
 
Diferente da visão tradicional da arquitetura, muitas vezes associada apenas à estética de grandes edifícios, os trabalhos que serão apresentados demonstram a função social da profissão. Os acadêmicos mergulharam em questões urgentes do cotidiano de Vilhena e do Cone Sul de Rondônia, propondo intervenções que vão desde a humanização hospitalar até a segurança no trânsito.
 
Um dos destaques do seminário é o forte viés voltado para a arquitetura hospitalar e terapêutica, provando que o espaço físico é parte fundamental do processo de cura. A estudante Kaillany Dourada da Silva, por exemplo, apresenta uma proposta de humanização para uma UPA Pediátrica 24h, enquanto Taiane Gabrielli Picolotto Gonçalves utiliza a neuroarquitetura aplicada ao cuidado domiciliar de pessoas com Alzheimer, oferecendo suporte espacial para famílias que enfrentam essa realidade.
 
A saúde mental e a reabilitação também são pautas centrais. O projeto de Emilly Correia Viana foca na arquitetura como aliada na reabilitação de dependentes químicos, e Rayssa Forte Lopes explora como o projeto residencial pode servir de suporte emocional ao luto.
 
Os projetos desafiam a cidade a ser mais acolhedora para todos. A estudante Joana Araújo da Silva traz à tona a necessidade de políticas públicas e espaços de acolhimento para a população LGBTQI+ em Vilhena. Já a inclusão educacional é o foco de Geovana Laura dos Santos Silva, que projeta escolas sensoriais para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
 
A terceira idade, segmento que cresce rapidamente no Brasil, recebe atenção especial nas pesquisas de Luana Caroline Figueira dos Santos e João Paulo Alves Crivelli, que investigam desde a adaptação de residências do programa "Minha Casa Minha Vida" até o bem-estar em residências multigeracionais.
 
Os acadêmicos também olham para a "cara" da cidade e sua história. Thais Moreira Costa enfrenta um dos maiores problemas de infraestrutura local: os desafios da travessia e mobilidade urbana na BR-364, que corta Vilhena.
 
No campo cultural e identitário, Denilson Macurap Tupari realiza um resgate essencial da cultura arquitetônica na Terra Indígena Rio Guaporé, garantindo que a ancestralidade tenha espaço no futuro da construção. Simultaneamente, Aline da Silva Pereira expande o olhar para o espaço urbano e interurbano na Amazônia, com estudo de caso em Cabixi-RO.
 
NOVAS FORMAS DE VIVER - Segundo a divulgação oficial do evento, "cada projeto é uma janela aberta para novas formas de viver". O seminário reforça o compromisso do IFRO em formar profissionais que não apenas constroem prédios, mas que edificam cidadania.
 
O evento é aberto ao público e é uma oportunidade única para gestores públicos, profissionais da área e a comunidade em geral conhecerem propostas técnicas e sensíveis para melhorar a qualidade de vida na região.
 
Serviço
V Seminário de TCC I – Arquitetura e Urbanismo (2025/2)
Data: 15 de dezembro de 2025 (domingo)
Horário: 17h
Local: IFRO – Campus Vilhena
Entrada: Gratuita
 
Confira a lista completa dos acadêmicos e temas que serão apresentados:
  • Aline da Silva Pereira: Produção do espaço urbano em Cabixi-RO.
  • Amanda Rodrigues: Design biofílico em ambientes corporativos.
  • Denilson Macurap Tupari: Resgate da arquitetura indígena Eketat Makurap.
  • Emilly Correia Viana: Espaço terapêutico para reabilitação química.
  • Geisiane Oliveira Brito: Estudo cromático na arquitetura escolar.
  • Geovana Laura dos Santos Silva: Escola inclusiva para crianças com TEA.
  • Isabelly Debastiani Gomes: Análise de bibliotecas públicas em Vilhena.
  • Joana Araújo da Silva: Casa de acolhimento LGBTQI+.
  • João Paulo Alves Crivelli: Neuroarquitetura para idosos.
  • Kaillany Dourada da Silva: Humanização em UPA Pediátrica.
  • Luana Caroline F. dos Santos: Geroarquitetura no Minha Casa Minha Vida.
  • Luana Victorya Lima Drumond: Humanização na habitação social em Campo Novo.
  • Rafaela Rodrigues Santos: Isolamento estético em condomínios fechados.
  • Rayssa Forte Lopes: O projeto residencial e o luto.
  • Rosimere Pessoa Santos: Acústica em salas de aula.
  • Sarah Gabrielly Martins de Souza: Arquitetura afetiva no IFRO.
  • Taiane Gabrielli P. Gonçalves: Neuroarquitetura e Alzheimer.
  • Thais Moreira Costa: Mobilidade urbana na BR-364.