Criado para fomentar a produção hortifrutijaneira local, o Polo de Plasticultura de Vilhena está no centro de uma batalha judicial. Quando foi criada, a Coopernorte, responsável por uma área de mais de 70 hectares em região nobre, abrigava mais de 100 produtores. Atualmente, menos de dez agricultores mantém estufas no local.
A justiça deve se pronunciar sobre o destino da terra nos próximos meses. Um grupo de agricultores tenta manter o imóvel em nome da Coopernorte e a Prefeitura de Vilhena busca reaver a área. Há produtores torcendo pelos dois lados.
O grupo que quer a vitória da Coopernorte não diz publicamente, mas pretende lotear o terreno. Já os que gostariam de ver a terra retomada pelo município acreditam que poderiam recomprar parte do imóvel a preço justo.
Adívida atualizada da cooperativa hoje ultrapassa os R$ 3 milhões, mas a terra onde estão instaladas as estufas é avaliada em mais de mais de R$ 30 milhões. E tanto dinheiro está atiçando a cobiça de muita gente. Há até fraude em andamento para garantir a posse do bem milionário: gente que nunca semeou nada por lá está brigando na justiça alegando que mantém estufas em plena produção.
Existe a suspeita de que alguns cooperados estão se unindo a um grande especulador imobiliário para fazer um acordo com o Basa, onde a área está hipotecada. Com isso, todo o complexo seria entregue a quem assumisse a dívida.
ELEIÇÃO – Há duas semanas houve eleição para escolher a nova diretoria da Coopernorte. Além dos que produzem no local, também votaram pessoas que não possuem estufas no pólo. Foi eleito para presidir a entidade por um ano o veterano Antônio Correia, um dos pioneiros a se instalar no imóvel.