A diretora afirmou o brinquedo já havia sido avaliado por um técnico em segurança no trabalho que assegurou não haver riscos
 
Na manhã desta sexta-feira, 02, o pai de duas alunas da Escola José Paulo Paes procurou a reportagem da FOLHA com a denúncia de que suas filhas teriam sofridos choques em um brinquedo na escola. Segundo o denunciante, o brinquedo seria um escorrega que fica no pátio da escola.
 
A denúncia repercutiu e a diretora da escola, Jocinai Alves Andrade, entrou em contato a redação da FOLHA para esclarecer sobre a situação e tranquilizar pais e alunos. Ela confirmou o relato do pai sobreo escorrega, mas fez questão de esclarecer que “a escola não tem brinquedo assassino”, numa alusão ao termo utilizado na chamada da matéria.  
 
“Eu fui informada pelas professoras que perceberam o que estava acontecendo. Eu pedi a presença de um técnico em segurança no trabalho, que nos disse que era normal isso acontecer devido ao atrito frequente. Ele nos orientou a deixar o escorrega numa área de terra e que molhasse no seu entorno como forma de diminuir a energia estática. Ele nos garantiu que não oferecia nenhum risco para as crianças”, ponderou a diretora.  
 
Uma equipe de servidores da área de engenharia da Prefeitura de Vilhena foi até a escola para a realização de testes no brinquedo. A reportagem conversou com o engenheiro elétrico Udson Batista Lima que fez os testes para detectar eventual vazamento de energia no local.o resultado foi negativo.  
 
“Podemos ver que no entorno desse brinquedo não há nenhuma rede ou outra coisa que possa gerar um eventual vazamento. O que atribuímos a isso é geração de eletricidade estática gerada pelo atrito do tecido das roupas das crianças com o material plástico do brinquedo que resulta numa descarga elétrica”, explicou o engenheiro.
 
Sobre os riscos oferecidos às crianças, o engenheiro disse não poder precisar, porque não foi possível medir a intensidade da descarga. “Sabemos que alguns níveis de tensões são perigosos, mas desconheço que alguém tenha vindo a óbito por eletricidade estática”, declarou Udson.
 
Apesar da declaração, para evitar ruído, o engenheiro aconselhou o recolhimento do brinquedo durante o período de seca quando a ocorrência de eletricidade estática é mais comum. Ele também sugeriu relatar a manifestação da ocorrência ao fabricante do brinquedo e saber dele se já tem algum histórico de relatos semelhantes até pra que ele veja que material está sendo usando na confecção dos brinquedos.  
 
A diretora da escola disse que irá acolher o conselho do engenheiro e recolher o brinquedo. “Depois do período da seca, poderemos colocar o brinquedo novamente”, salientou a diretora que ressaltou que esse fenômeno está acontecendo em outros parques da cidade devido a baixa umidade do ar.