Fundada por membros da colônia árabe em Vilhena, a Associação Palestina está atualmente abandonada, sem membros participantes, inclusive sem presidente.
Um dos fundadores da entidade, o aposentado Anwar Badran, teve que entrar na justiça, em 2007, para retirar invasores da sede da instituição, pois o local estava sendo utilizado para a ocultação de objetos roubados.
Com o falecimento dos membros pioneiros, a Associação foi entregue a um conhecido empresário local de descendência palestina. Ocorre que, desde que foi encarregado de cuidar da instituição, o responsável não adotou qualquer medida para fazê-la funcionar. Ao contrário: segundo Badran, ele até dificulta o acesso dos associados ao local e a documentos relativos à entidade.
Há quatro anos, tendo arcado sozinho com os custos da regularização do imóvel onde deveria funcionar a sede de Associação, Anwar quer que a situação seja resolvida. O militante muçulmano precisou tirar do próprio bolso os recursos para pagar o advogado que garantiu a reintegração da posse do imóvel.
O comerciante diz ter chegado ao limite da paciência com o descaso a que está submetida a entidade. “Lá não acontecem reuniões e sequer as orações que deveriam acontecer no local são realizadas”, lamenta.
Anwar teme que o local seja invadido novamente. Aliás, há indícios de que vândalos estariam tentando retornar ao imóvel, que seria novamente usado para atividades criminosas. Caso nenhuma providência seja tomada, o palestino promete recorrer mais uma vez à justiça.