O Sindsul defende que a reivindicação dos servidores municipais da educação é justa e a greve é legítima
 
Na manhã desta sexta-feira, 18 de agosto, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul), Vanderley Ricardo Campos Torres, concedeu entrevista coletiva da entidade, no bairro Jardim América, e anunciou que, sem avanço nas negociações com o Poder Executivo, a paralisação continua por tempo indeterminado.
 
Não entendimento do sindicato, a reivindicação do reajuste 14,95% determinado pelo Governo Federal, e que deveria estar sendo pago desde janeiro, é justa, e que, portanto, a greve é legítima. “Ele está descumprindo uma determinação do Governo Federal, que é o de conceder reajuste naquele percentual aos profissionais do magistério”, afirmou o sindicalista. 
 
Vanderley também apontou que o prefeito, Delegado Flori (Podemos), está descumprindo a lei municipal que aprovou o Plano de Carreira, Cargo e Remuneração (PCCR) do Magistério. “Ele descumpriu a lei do PCCR alegando uma suposta inconstitucionalidade. O nosso Plano de Carreira não é inconstitucional, não está irregular, portanto, exigimos que o município cumpra a lei que estipulou o PCCR e conceda o reajuste da toda a categoria”, argumentou.
 
Sobre o “aumento”, concedido pela Prefeitura às três primeiras referências do magistério, Vanderley apontou que sequer foi um reajuste, e sim uma complementação aos vencimentos das três classes, estavam abaixo do piso nacional do magistério, que é de R$ 4.420,55. “Não foi concedido aumento, mas uma complementação; que entra como um benefício, e não incide direto no salário base do servidor, o que acaba prejudicando a categoria”, apontou.
 
E mais: conforme o entendimento do sindicato, e de acordo com a lei que criou o PCCR da categoria, o reajuste do magistério é dado para a primeira referência e tem efeito linear em todas as outras. Assim, o aumento dado às três primeiras referências teria que se estender às outras 18 da categoria.
 
“Não importa quanto o professor ganha, o aumento é dado para a categoria toda, e não somente para as referências iniciais. É assim que o nosso PCCR que tanto lutamos para aprovar estipula. E nós vamos lutar para que os nossos direitos sejam observados”, declarou o presidente.
 
Por fim, Vanderly Ricardo lamentou que o prefeito não esteja aberto ao diálogo, e revelou que, embora o sindicato tenha deito inúmeras tentativas de conversa, foi recebido em apenas uma ocasião, quando o chefe do Executivo se mostrou irredutível.
 
O sindicalista assegurou que a entidade e a categoria estão receptivos a conversa e a negociação, mas assinalou que o Sindsul irá entrar com um mandado de segurança pedindo o cumprimento da lei e o pagamento do reajuste de 14,95% decretado pelo Governo Federal. Além disso, o sindicato apoia a abertura de uma CPI pela Câmara Municipal de Vereadores para investigar orçamento da Secretaria Municipal de Educação.
 
O tema vem ganhando força no Legislativo e tem o apoio aberto de alguns vereadores, como a Professora Vivian Repessold (PP), Ronildo Macedo (Podemos) e do presidente da Casa, vereador Samir Ali (Podemos). Os três estavam presentes na coletiva na sede do Sindsul na manhã de hoje.