“Com a lei, tivemos como multar”, diz policial militar que atuou nas abordagens dos farristas
 
As farras noturnas regadas a bebidas na Praça dos Pioneiros, em Cerejeiras, que deixavam um saldo de lixo e garrafas quebradas no dia seguinte, tiveram dois inimigos implacáveis: a lei e a polícia. Por conta disso, a frequência das festanças no logradouro público tiveram uma queda brusca.
 
No final deste ano, a Prefeitura de Cerejeiras elaborou uma lei, aprovada pela Câmara, que veta o estacionamento de veículos motorizados no estacionamento da Praça dos Pioneiros depois das seis da tarde e proíbe o consumo de bebidas com vasilhame de vidro no local. Após aprovação da lei, foram instaladas placas no local informando sobre a nova legislação.
 
Segundo o vereador (e vice-prefeito eleito) José Carlos Valendorff (PP), que foi um dos que votaram favoravelmente à lei, a decisão de fazer uma legislação que atendesse a este problema foi tomada após uma reunião com o Ministério Público. “O MP procurou o município para solicitar uma solução para o caso. Após reuniões e discussões com o promotor, foi elaborada essa lei, que já foi aprovada e sancionada e está valendo”, disse o vereador.
 
Segundo um policial militar, desde o início de dezembro foram multados vários motoristas que estacionaram seus veículos no estacionamento da praça depois das 18h.
 
“Com esta lei, tivemos como multar. Em um trabalho conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, foram multados vários veículos que estavam estacionados ali. Se a gente conseguir evitar que estacionem lá, a motivação para o consumo de bebida na praça diminui, pois o que atrai as pessoas  é o carro parado com o som ligado”, diz um policial militar, que trabalhou nas autuações.
 
A Polícia Rodoviária Federal colaborou com a ação porque a Avenida das Nações, onde fica a Praça dos Pioneiros, é o perímetro urbano da rodovia federal BR-435. “Quem estacionava na pista, a PRF multava. Quem parava dentro do estacionamento da praça, a PM multava. Tivemos também colaboração da Polícia Civil”, disse o policial militar ouvido pela reportagem.