“Não queremos afrontar ninguém, mas é preciso que os critérios para os nossos cultos fiquem claros”
Dezenas de lideranças religiosas vão se reunir às 19:00h desta sexta-feira, 14, para debater um assunto polêmico em Vilhena: a autuação de igrejas por fiscais ambientais do município por causa do uso de alto falantes durante as celebrações, tanto protestantes quanto católicas na cidade.
Recentemente, uma fiscal ambiental determinou que uma igreja deixasse de usar aparelhagem de som em seus cultos. A medida foi baseada em uma lei municipal de 2017, que teve um trecho revogado por outra legislação local de 2019.
A denominação evangélica só não foi literalmente “calada” porque o prefeito, Delegado Flori (Podemos) revogou administrativamente a medida, liberando a “cantoria dos irmãos”. Um pastor que conversou sobre o tema com o FOLHA DO SUL ON LINE disse que toda a celeuma foi criada pela interpretação equivocada da norma pela fiscal.
E, justamente para evitar novos constrangimentos, os membros da Ordem dos Ministros Evangélicos de Vilhena (Ormevi) pretendem discutir e estabelecer regras claras com a participação de vereadores e autoridades ambientais locais.
“Não queremos afrontar ninguém, mas é preciso que os critérios para os nossos cultos, e também para as missas dos irmãos católicos, fiquem claros, de modo que as celebrações aconteçam sem essa ameaça”, disse o religioso, lembrando que, por causa de “situações confusas”, alguns templos chegaram a precisar apresentar licença ambiental para tocar hinos e louvores.
Autor:
Da redação
Fonte:
Imagem ilustrativa
Publicado em 14 de Novembro de 2025, às 14:16