Na edição impressa do jornal FOLHA DO SUL no dia 8 de setembro de 2012, o semanário  publicou uma reportagem relatando os problemas enfrentados pela Defensoria Pública de Cerejeiras. A matéria mostrava que o prédio do órgão funcionava numa casa alugada e o defensor público Manoel Elias Almeida, 57 anos, fazia cerca de 4 mil atendimentos jurídicos por mês.
Manoel Elias mora em Rondônia desde a década de 1980 e trabalha na Defensoria Pública de Cerejeiras desde a fundação do órgão, em 2002. O defensor, conhecidíssimo na cidade, é visto por muitos cerejeirenses como uma tábua de salvação para resolver suas pendengas na Justiça.
Entretanto, há um mês o defensor cerejeirense não trabalha mais no município. Manoel Elias pediu transferência para a cidade vizinha, Colorado do Oeste, logo após a publicação da reportagem. O defensor não diz a razão de sua transferência, mas afirma que estava muito sobrecarregado em Cerejeiras. Por ser muito conhecido, muitas vezes as pessoas o procuravam nos fins de semana, em sua própria casa, para perguntar pelo andamento dos processos.
A situação da Defensoria Pública de Cerejeiras continua a mesma relatada pela reportagem, agora agravada pela saída de Manoel Elias. Um defensor de Vilhena vem à cidade atender os cerejeirenses uma vez por semana, mas é insuficiente para responder à demanda. Dois assessores trabalham no órgão cerejeirense, mas não podem exercer a função de defensor. O governo estadual lançou um concurso público para defensor em todo o Estado, mas a contratação ainda não aconteceu.