Educadores se irritaram contra declarações de lojista durante entrevista
Reunidos em um grupo no WhatsApp, professores da rede municipal de Vilhena resolveram reagir à entrevista de um comerciante, que durante um programa de TV se posicionou contra a categoria, que deflagrou uma greve que durou duas semanas.
Os educadores encerraram a paralisação, mas lutam pela instalação de uma CPI contra o prefeito, Delegado Flori (Podemos). Eles querem que os vereadores investiguem e comprovem que o mandatário tem dinheiro, mas não paga o piso da categoria porque não quer. Também propõem que a CPI ateste o descumprimento do PCCR aprovado pela própria Câmara Municipal.
Na fatídica entrevista desta semana, ao comentar a greve, o comerciante criticou tanto a paralisação quanto a proposta de CPI, alegando que em Vilhena nenhum professor tem salário abaixo do piso da categoria, que é de R$ 4.420,55. Segundo Flori, todos recebem de R$ 4.500,00 líquidos para cima.
Os educadores deram início a um movimento após fala do empresário, e anunciaram que não farão mais compras em sua loja. Juntando os próprios professores e seus familiares, são no mínimo mais de 2 mil clientes que a empresa perderá, se o boicote for mesmo levado a sério.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 25 de Agosto de 2023, às 08:38