Mortes violentas, principalmente de jovens, tem aumentado na cidade
 
As ações cada vez mais ousadas e violentas das facções criminosas que atuam em Vilhena estão provocando mudanças visíveis na rotina de autoridades da área de segurança pública, que tentam conter os ataques, mas também no comportamento da população, que teme ser atingida no meio da guerra travada entre os três grupos rivais.
 
Embora a polícia evite divulgar números, agentes funerários e servidores municipais que atuam no único cemitério público da cidade admitem que vem aumentando significativamente o número de mortes violentas. Os jovens têm sido as principais vítima dessa matança.
 
Recentemente, numa mesma semana três garotos foram executados a tiros em sequência na cidade, e o último ataque chamou a atenção pelo inusitado do crime: um rapaz de 17 anos foi baleado quando assistia o velório de um amigo da mesma idade, e amanheceu sem vida caído próximo a uma sepultura (LEMBRE AQUI).
 
Após essa ação sangrenta, 08 câmeras de monitoramento foram instaladas na Capela Mortuária, onde também são velados os faccionados vítimas de homicídio. No local, que tem espaço para quatro funerais simultâneos, a vigilância eletrônica não impedirá novos tiroteios, mas facilitará a investigação, já que consegue registrar e armazenar as cenas dentro e próximo ao estabelecimento fúnebre.
 
ACABOU A ÉTICA
Uma situação que começou a ser observada por profissionais que de uma forma ou de outra lidam com a violência na maior cidade do Cone Sul de Rondônia, é que a disputa entre facções parece ter acabado com algumas regras que existiam no mundo criminoso.
 
Uma espécie de código de ética entre bandidos proibia que alvos fossem executados na frente dos pais, como aconteceu recentemente com um homem de 31 anos que foi baleado e morto quando caminhava com a mãe por uma rua do bairro Cristo Rei, em Vilhena (LEMBRE AQUI). Hoje esta regra parece não se aplicar mais na cidade.