Uma das ocupações urbanas mais antigas de Vilhena, cujos moradores não tinham acesso ao título de posse foi resolvida pela Prefeitura este ano. Trata-se da avenida 1° de Maio, no lado que fica próximo ao córrego Pires de Sá. A questão vinha se arrastando havia cerca de 35 anos.
De acordo com Maria Terezinha, a “Teka”, titular da Secretaria Municipal de Terras, os moradores estavam muito próximos de uma APP (Área de Preservação Permanente), que existe para proteger as margens do rio. Além disso, os terrenos não obedecem a padrão algum, pois cada morador designou por conta própria o tamanho de sua propriedade, o que complicava ainda mais o problema. “No entanto, após três anos de trabalho, finalmente conseguimos resolver o problema fundiário, e agora cabe aos moradores procurar a Semter para legalizar a posse de seus terrenos”, afirmou Teka. A ocupação é extensa, e vai do Bairro São José até  5° BEC. Quase todos os ocupantes poderão permanecer no local, mas alguns deverão ser retirados. “Mas a prefeitura não vai desamparar estas famílias, e estamos apenas definindo se eles serão indenizados ou alojados em outra área”.
Muita gente já esteve na prefeitura para resolver a situação, mas ainda há moradores que estão deixando de fazer isso. Teka explicou que o procedimento é simples: basta ir ao Paço Municipal, onde está instalada a Semter e requerer vistoria do terreno pela fiscalização. Depois disso, o morador dá entrada ao processo, e em cerca de 30 dias recebe o título de posse.
Há certo custo para a medida, mas o valor é pequeno, dependendo do tamanho do terreno. O município oferece meios para facilitar o procedimento, dividindo o custo em parcelas.