A Pequena Central Hidrelétrica Marcol, que tem entre seus sócios o ex-prefeito Melki Donadon (embora seu nome não conste no contrato social da empresa) está pronta e começou a gerar 2,5 megawatts de energia. A obra custou cerca de R$ 8 milhões e demorou quase 20 anos para ficar pronta. O consórcio construtor teve que doar a linha de transmissão de aproximadamente 25 quilômetros para a Eletronorte, a fim de que o fornecimento fique interligado ao sistema nacional. Por causa de uma cláusula de confidencialidade no contrato social da firma, nenhum dos sócios pode se manifestar, mas o site apurou que, além de Melki, fazem parte do grupo um dos maiores empresários de Vilhena e o dono de uma construtora local.
Instalada a 30 quilômetros de Vilhena, a PCH foi iniciada pelo então prefeito Ademar Suckel, no início da década de 90, mas após vencer as eleições de 1992, o idealizador do projeto não teve recursos para executá-lo e a usina por vários proprietários até cair nas mãos dos atuais sócios do empreendimento. Segundo fontes ouvidas pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve liberar o início das atividades da PCH ainda este mês.
POLITICAGEM – A construção da usina Marcol rendeu dividendos políticos ao empresário que a iniciou. Na campanha de 92, como a cidade sofria freqüentes apagões, o eleitorado estava disposto a eleger quem ajudasse a resolver o problema. Ademar Suckel, concorrendo pela oposição e em queda nas pesquisas, desfilou pela cidade com as supostas turbinas que garantiriam o início imediato da obra. Após a carreata, venceu com folga o empresário Humberto Rover, que ara apoiado pelo então prefeito Loriovaldo Ruttmann. Acabou o mandato sem instalar um único dos canos e jeringonças que garantiram sua vitória nas urnas.