A greve dos servidores da Sejus no Estado, deflagrada no dia primeiro de maio, ganha cada dia mais força. Em Vilhena, os servidores da Secretaria de Justiça, agentes penitenciários, técnicos administrativos, enfermeiros e outros contam com a adesão do Sindicato da Polícia Civil, funcionários do Fórum, do Tribunal de Justiça e servidores da educação.
Durante a passeata que tomou a Major Amarante, principal via pública de Vilhena, hoje pela manhã, o servidor público Gean Acrísio, do Singeperon, explicou à reportagem em que pé andam as negociações com o governo e a força que o movimento vem ganhando: “Aqui em Vilhena fizemos um ato simbólico, envolvendo mais ou menos duzentas pessoas, mas lá em Porto Velho, somente de agentes penitenciários, o número ultrapassa os três mil”. De acordo com os manifestantes, o governo ainda não se posicionou ou demonstrou iniciativa de negociação. Em várias microrregiões do Estado estão sendo realizadas manifestações diferentes e coordenadas pelos sindicatos.
Os servidores da justiça permanecem com os 30% de efetivo trabalhando, mas já lutam para diminuir este percentual. Para os do TJ, o governo conseguiu liminar para que pelo menos 50% permanecessem trabalhando, mas eles já lutam para derrubar esta decisão judicial provisória. O governo também embargou a greve da Polícia Civil, mas os servidores mantêm a paralisação até que comecem as negociações. Os servidores da Educação, últimos a aderir ao movimento, também paralisaram totalmente suas funções. Somente escolas municipais estão funcionando na cidade.
Na caminhada de hoje, além de faixas e frases de protesto, os manifestantes realizaram um “apitaço”. O barulho dos assovios coordenados deu ainda maios visibilidade ao evento.