O equipamento foi entregue aos profissionais da categoria em janeiro deste ano, mas a maioria dos mototaxistas não usa o colete.
Confeccionado para reforçar a segurança dos profissionais que trabalham com motocicletas, o aparato foi produzido com material permeável, que demora muito para secar. Desde a ocasião da entrega houve reclamações, pois com a alta incidência de chuvas na cidade o colete ficava molhado e pode colocar a saúde dos usuários em risco.
Agora, com o calor intenso que está fazendo, o equipamento aumenta a temperatura do corpo dos motoqueiros, motivo pelo qual a maioria esmagadora dos profissionais da cidade deixou de utilizá-lo. Apenas à noite é possível ver um ou outro trabalhador do setor usando o colete.
Outro problema que levou ao abandono do artefato são os “estribos” laterais que seriam para o passageiro se firmar. Segundo os mototaxistas, o apêndice foi mal-projetado e acaba atrapalhando o piloto.
Como não se trata de equipamento obrigatório, pelo menos por enquanto, a falta do uso da peça não implica em sanções legais. O uso do colete, no entanto, é uma determinação de lei aprovada recentemente e a negativa em ignorar o equipamento pode sujeitar o infrator a multa e perda de pontos na carteira.