Como já foi noticiado pelo FOLHA, há uma expectativa de boa colheita de milho safrinha (que é plantado entre o cultivo da soja) para a próxima safra deste ano. Embora as fortes chuvas tenham atrasado o plantio do grão e ainda seja cedo para uma avaliação precisa, os plantadores estão otimistas quanto ao resultado da safra.
A maioria dos plantadores do interior do Cone Sul está em pleno plantio do milho. Alguns já plantaram (e o milho já está grande, como nesta foto em Cerejeiras), outros estão plantando neste exato momento, outros ainda nem plantaram, pois ainda estão colhendo a soja.
A expectativa dos agricultores é de que a safra seja boa. As fortes chuvas foram uma preocupação presente que, em muitos casos, atrasaram o plantio do safrinha. Mas, mesmo assim, alguns plantadores acreditam que as chuvas que atrapalharam podem agora ajudar.
Já outros plantadores resolveram desistir do milho. É o caso de Rubens Bettini, um dos maiores sojicultores de Cerejeiras. Na fazenda dele, muito provavelmente a terra vai descansar durante a cultura do milho safrinha. A razão apresentada por funcionários da fazenda de Bettini é que a soja foi plantada muito tarde na propriedade. Além disso, houve parte da plantação que foi necessário o replantio, pois a primeira sementeira da soja havia secado com o atraso das chuvas em 2012.
Para o restante dos plantadores, entretanto, a expectativa de colheita são otimistas. Para uma safra de milho dar algum lucro, é necessário que a lavoura produza acima de 40 sacas por hectare. Esse é o ponto de equilíbrio, onde a colheita paga a o custo de plantação. A expectativa para este ano é que a safra possa produzir acima de 60 sacas por hectare.
Além disso, a expectativa da valorização do milho para este ano é grande. Os Estados Unidos ainda sobre os efeitos da seca do ano passado e deve colher menos este ano. No Nordeste, também grande plantador, sofreu a pior estiagem em 20 anos. Esta escassez de milho no mercado externo e interno pode levar o preço do produto do plantador rondoniense para cima.