Lei também veta reserva de espaço para sepultamentos, mas tem uma exceção
De vez em quando, algum morador de Cerejeiras procura a prefeitura para fazer uma solicitação incomum: reservar o local onde será sepultado um dia e, em alguns caros, até mesmo antecipar a construção do próprio túmulo.
É isso mesmo: construir o próprio túmulo ainda em vida.
O problema, no entanto, é que uma lei municipal não permite esta prática.
Recentemente, os vereadores de Cerejeiras aprovaram uma lei que proíbe a reserva de túmulos no único cemitério do município, o Cristo Redentor, por pessoas vivas.
O diretor do cemitério, Juscelino Alves, explica a lógica da lei. “Se fosse permitido, o cemitério encheria rapidamente de túmulos vazios e não teria espaço para mais sepultamentos. E vale lembrar que este modelo não é apenas aqui, mas adotado nas prefeituras da maioria das cidades brasileiras”.
Mas existe até uma possibilidade de reservar um local para o próprio sepultamento. “Se já houver uma pessoa da família sepultada, o cidadão pode entrar com um pedido e solicitar um espaço à direita e outro à esquerda do local onde o parente foi sepultado. Mas há uma taxa de R$ 297,00 e a reserva só vale para 10 anos”, explica o diretor.
O cemitério cerejeirense tem um pouco mais de 15 mil corpos sepultados, segundo estimativas da prefeitura. E, verdade seja dita, o local de sepultamentos é limpo e bem cuidado. Os servidores fazem um bom trabalho e os políticos têm destinado recursos para cuidar do cemitério cerejeirense.
Apesar da proibição de reservas antecipadas de túmulo, não é raro um morador, especialmente os idosos, manifestarem a vontade de reservar um local para “descansar” no futuro. “Existe essa procura, mas é preciso entender a importância de seguir a lei”, conclui o diretor do cemitério.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Setembro de 2021, às 14:26