Ontem, quarta-feira, dia 19, os serviços de chamadas móveis de celulares e acesso à internet, providos pela Brasil Telecom/Oi em Vilhena, Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes e Rolim de Moura, foram paralisados por seis horas, das 10h às 16h. O problema é consequência da greve iniciada ontem por servidores da Telemont Engenharia de Telecomunicação S.A., em Porto Velho. Empresas, órgãos públicos, pessoas comuns e até mesmo a Polícia Militar foram afetados.
De acordo com sites de notícias da capital, empregados da Telemont, empresa prestadora de serviços para a Oi Telecomunicações em Rondônia, teriam entrado em greve na manhã de terça-feira, 18. Em carreata pelo centro de Porto Velho, próximo à sede da Oi na capital, os funcionários reivindicaram melhorias nos salários e nas condições de trabalho. João Anselmo de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Rondônia (Sinttel), afirmou que a paralisação deverá continuar por tempo indeterminado. “Vamos esperar para ver se entramos em negociação com a empresa [Oi], se é possível negociar um acordo que seja bom para todos”, disse. João também deseja que 36 funcionários demitidos este ano retornem ao quadro efetivo da Telemont. A empresa diz que a redução de contratos com a Oi forçou as demissões, ocorridas em março.
A Telemont diz que existem dificuldades que impedem a discussão de reajustes e ofereceu um aumento de 4% ao Sinttel, no dia 14 de maio, em reunião com os representantes da classe. A proposta foi rejeitada.
O Sinttel garantiu que manteria os serviços funcionando em hospitais, postos policiais e corpos de bombeiros. Contudo, na cidade os três órgãos não conseguiram acessar a internet e nem fazer ligações através da Brasil Telecom ontem. “Aqui, nos prejudicou sim, porque os celulares dos PMs não funcionaram e nem a internet, que usamos para conferir placas de automóveis, fichas criminais e outros dados importantes”, revela o PM Márcio da Silva, do 3º Batalhão de Polícia Militar de Vilhena.
No Corpo de Bombeiros a internet também foi cortada e durante seis horas o acesso à rede só foi possível porque a corporação dispõe de um sinal de internet à rádio cedida gratuitamente por um provedor local. No Hospital Regional o sistema utilizado para cadastrar pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) também não funcionou. Nenhum ocorrência grave foi registrada devido à falta de comunicação temporária da Saúde e Segurança do município.
A supervisora administrativa da revendedora Autovema/Fiat, Francisca Pereira, contou que os funcionários da empresa não puderam trabalhar por boa parte do expediente. “Como nosso sistema de computador é ligado à internet, não pudemos emitir notas fiscais, realizar consultas e outras operações de serviço. Atrapalhou bastante”, informa. Na prefeitura os sistemas também estavam fora do ar e as tarefas das secretarias foram comprometidas.
A assessoria de imprensa da Brasil Telecom/Oi, por meio de seu número gratuito de contato, não deu informações sobre o ocorrido. Também não foram divulgadas informações sobre novas paralisações nos serviços em Vilhena.