Outros institutos não conseguiram acertar nem mesmo o vencedor do pleito
“Apanhei injustamente, mas sempre acertei pesquisas em Vilhena”. Foi assim que se manifestou o jornalista Dejanir Haverroth, após as urnas confirmarem os prognósticos feitos na cidade pela empresa que leva seu nome, o IHPEC (Instituto Haverroth de Política, Estatística e Comunicação).
Dejanir previu, uma semana antes da votação, que o prefeito Eduardo Japonês (PV) seria reeleito com uma margem que poderia chegar a quase 13% dos votos válidos. O placar foi mais curto: Japonês marcou 40,29% contra 33,47% da ex-prefeita Rosani Donadon, do PSC (VEJA AQUI).
Como a margem de erro era de 4% para mais ou para menos, a pesquisa, criticada por vários leitores, ao ser publicada pelo FOLHA DO SUL ON LINE, estava correta. “Eu coloquei minha reputação em jogo, ao afirmar, num programa ao vivo da Rádio Planalto, que o resultado seria esse”, disparou Dejanir, cujo instituto começou a ganhar credibilidade por causa dos acertos e hoje atua em vários Estados.
O site já havia avisado que publicaria os resultados como forma de expor as empresas de pesquisas que apresentaram números completamente diferentes em Vilhena (LEIA AQUI). Conforme noticiou a FOLHA, a empresa Rondônia Pesquisas de Mercado e Opinião Pública, previa Rosani vitoriosa com uma diferença de mais de 9% (CONFIRA AQUI).
Outro que cravou números completamente errados foi o Correio Continental que, no prazo de uma semana, previu o Coronel Rildo Flores (Podemos) em segundo lugar e, 10 dias antes da votação, cravou que Rosani Venceria a disputa por 36,10% a 28,10% contra Japonês.
Ao ser confrontado com os erros dos concorrentes, Dejanir preferiu focar no próprio trabalho: “respondo pelo que eu apuro e publico. E posso garantir que a minha equipe sempre atuou com muita responsabilidade. Por isso, há muitos anos as urnas confirmam aquilo que a gente prevê”.
EM FAMÍLIA
O pesquisador fez questão de destacar o trabalho de seus familiares no sucesso do IHPEC: “Minha filha Thuanny Roseira Haverroth é a estatística do IHPEC. Formada pela Unir Rondônia, também presta serviços ao Sebrae, em Porto Velho. Ela coordena todo trabalho na área de pesquisa - organização e planejamento em todo o Brasil.
A Rute, outra filha, coordena os trabalhos em Vilhena. Ela assumiu esse cargo este ano no IPEC e coordena as pesquisas na região Cone Sul
Por se tratar de uma empresa familiar, também tem outros membros da família que trabalham e prestam serviço para o Instituto - filhos, sobrinhos, irmão no Mato Grosso e MS. Em Santa Catarina tem uma equipe exclusiva que o levei aqui de Vilhena e que trabalha para o IHPEC naquele Estado e no Rio Grande do Sul”.
Dejanir Exerce o papel de articulador do Instituto, ajuda a planejar e coordenar as pesquisas. Thuanny planeja amostras e põe a parte técnica da estatística nas pesquisas. Cada região tem seu próprio coordenador.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Novembro de 2020, às 11:05