“Sou palhaço, mas não sou ladrão”. “Para melhorar, tem que bagunçar”. Essas duas frases, cômicas por natureza, foram usadas como slogan de campanha de um dos candidatos a deputado estadual mais notórios na eleição deste ano de 2014.

O até então palhaço profissional de rodeio Wilmar José Cardoso, o Bagunça (PPS), já tinha conseguido uma vitória em 2012 e vou eleito, com 138 votos, vereador em Corumbiara. Otimista e sempre de bom humor, Bagunça tentou a mesma fórmula na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mas, numa campanha eleitoral deste porte, a excepcionalidade do candidato não atraiu o eleitor e Bagunça tirou pouco mais de 300 votos.

Mas o ano de 2014 em Corumbiara também ficará marcado por um vereador-palhaço que cutucou, de perto, um prefeito. O mandatário Deocleciano Dizal (PTB), que teve uma alta de popularidade no início deste ano, teve de tolerar uma oposição ferrenha do humorista.

No entanto, o ataque oposicionista (legítimo, diga-se) do vereador-palhaço não se restringiu ao plenário da Câmara. As reclamações de Bagunça também ganharam as redes sociais, reverberando a atitude do parlamentar municipal corumbiarense para todo o restante do Cone Sul.

O ano de 2014 em Corumbiara foi marcado por essas excepcionalidades: um palhaço sendo uma pedra no sapato de um prefeito. Agora, em 2015 as coisas no município pode não melhorar neste sentido. Os colegas de Bagunça o elegeram para, nada mais e nada menos, que o próximo presidente da Câmara a partir de janeiro de 2015.