Mais um capítulo de tumultos na escola Cecília Meireles. Por volta das 6h40 de hoje (sexta-feira 14) um grupo de alunos chegou ao local empunhando cartazes e com o grito de guerra “Fora Diretora” em protesto contra Elizeia Oliveira de Moura, acusada de assédio moral contra servidores.

Os alunos não quiseram entrar na escola. Não havia nenhum professor orientando-os e, aparentemente, se tratava de um protesto deliberado por eles mesmos. “Nós é que não queremos a diretora. Ninguém nos mandou aqui”, afirmou uma garota de 14 anos, desmentindo que os jovens estivessem sendo "usados" por professores descontentes.  

A representante da Seduc (Secretaria de Estado da Educação), Vera Azevedo, e o secretário Regional de Estado, Ilário Bodanese, foram imediatamente ao local na tentativa de mitigar os estudantes. Também quiseram identificar um “líder” do movimento, mas ninguém se apresentou. O tom era de irritação. Ilário e Vera defendem, com veemência, a permanência da diretora. “Ela é uma pessoa preparada e competente. Não houve assédio algum”, afirmou Vera.    

O CASO – Desde segunda-feira (10), a diretora da escola, Elizeia Oliveira de Moura, enfrenta a resistência dos subordinados. Naquele dia, os alunos chegaram a ser dispensados. Um grupo de 24 servidores ficaram “amotinados” numa sala de aula, junto com diretores do Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia) articulando a exoneração da diretora.

Na terça-feira, os professores encaminharam um documento ao Ministério Público, pedindo providências.

A diretora denunciada se manifestou sobre o caso. Ela disse à FOLHA DO SUL que os protestos decorrem do rigor que ela empregou na escola, exigindo o cumprimento de horários e respeito à hierarquia. Antes de dirigir a Cecília Meireles, Elizeia dirigiu outras duas escolas no município.