Acabou indo parar na polícia a tentativa da direção da escola estadual Moacir Caramelo, em Chupinguaia, de impedir que uma adolescente de 15 anos fizesse provas por não estar usando a camiseta do uniforme. O BO foi lavrado pelo produtor rural Adelmo dos Santos que, por telefone, deu mais detalhes sobre o episódio.
De acordo com Adelmo, há meses sua filha se queixa de que a blusa escolar é muito transparente. Constrangida em usar a peça, que além de tudo é branca, a estudante foi barrada outras vezes. O pai chegou a conversar com a direção da escola, que apresentou três alternativas para resolver o impasse: aguardar o envio de uniformes adquiridos pelo Governo do Estado; adotar uma camiseta de cor mais escura ou conversar com o fornecedor para que a textura do tecido fosse mudada para uma melhor.
O pecuarista diz que aguardou por 30 dias que a questão fosse resolvida, mas nenhuma das propostas se concretizou. Hoje, quando a filha foi impedida de entrar, ele foi até o colégio e exigiu que a menina fosse admitida. Adelmo admite ter ficado nervoso, mas garante que não ofendeu ninguém. “O que eu quero é apenas que a minha filha não se veja coagida a usar uma roupa que lhe traz constrangimento”.
Mas o denunciante teria decidido acionar a polícia quando uma servidora da escola incitou aluna a lhe desobedecer. “Ela disse que minha filha faria 16 anos em breve e eu não poderia mais me meter na vida dela”, desabafa o pai, argumentando que vai lutar para que a textura do uniforme seja mudada. “Não é só minha filha que se queixa. Outras meninas ficam com vergonha de usar essa camiseta”, revela, acrescentando que o Conselho Tutelar já teria comprovado que o tecido usado na blusa é muito fino.